O Gradualismo Aleatório Não Explica a Eficiência Dos Organismos Biológicos

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Why the Efficiency of Biological Organisms Cannot Be Explained by Evolution

Até cientistas ateus estipulam em favor da aparência de design presente nos organismos biológicos e Richard Dawkins seria o primeiro a concordar:

A Biologia é o estudo de coisas complicadas que dão a aparência de terem sido criadas tendo em vista um propósito.

Um dos exemplos de aparência de design nos organismos moleculares tem-se tornado no ícone do movimento de Design Inteligente. O bioquímico Michael Behe escreveu em torno do flagelo da bactéria há 20 anos atrás no seu famoso livro “Darwin’s Black Box.” O flagelo tem uma forte semelhança com os motores rotativos criados pelos construtores inteligentes:

Uma junção de mais de quarenta tipos de proteínas fazem parte do típico flagelo da bactéria. Estas proteínas funcionam de forma combinada, literalmente como um motor rotativo. Os componentes do flagelo da bactéria são análogas às partes integrantes dum motor feito pelos homens, incluindo o rotor, o estator, o eixo de transmissão, o casquilho, a junta universal, a hélice.

No meu mais recente livro, “God’s Crime Scene”, descrevi 8 atributos de design e expliquei como a presença destes atributos é melhor explicada através da casualidade inteligente. Quando estas 8 características de design se encontram presentes nos objectos que observamos no nosso mundo, nós somos rápidos a fazer uma inferência para o design sem qualquer tipo de reserva.

Ficamos a saber agora que os mesmos 8 atributos (probabilidade duvidosa, ecos de familiaridade, sofisticação e complexidade, dependência informática, sentido objectivo inexplicabilidade natural, eficiência/complexidade irredutível, e ponderação no momento de escolha/decisão) se encontram presentes no flagelo da bactéria, fazendo dele proibitivamente difícil de explicar tendo como base apenas as mutações fortuitas e as leis da física e da química. No seu nível mais simples e fundamental, a vida demonstra um nível impressionante de complexidade eficiente.

Os estritos mecanismos naturais dos processos evolutivos não podem explicar o flagelo por um motivo simples: estes processos não são capazes de explicar as eficazes e irredutivelmente complexas micro-máquinas.

A evolução Darwiniana requer um progresso gradual e incremental para qualquer micro-máquina completa. Tal como estruturas complexas construídas a partir dos tijolos de construção da LEGO, se as micro-máquinas sofisticadas fossem construídas através dum processo natural aditivo, então elas teriam que começar a existir de forma gradual – “tijolo a tijolo”.

Visto que ele está totalmente comprometido com os poderes criativos da selecção natural, Dawkins entende a necessidade do gradualismo e do “incrementalismo” na explicação da existência de micro-máquinas (tais como o flagelo da bactéria):

Nem sempre a evolução é, de facto, gradual. Mas ela tem que ser gradual quando está a ser usada para explicar o surgimento de objectos complicados que têm a aparência de terem sido criados, tais como os olhos [ou o flagelo da bactéria]. Porque se não for gradual nestes casos, ela deixa de ter algum tipo de poder explicativo.

Dawkins reconhece o poder que a complexidade irredutível tem para refutar as explicações naturalistas (tais como algum tipo de combinação do acaso, da lei natural, ou da selecção natural). O próprio Charles Darwin reconheceu este dilema quando escreveu o seguinte no seu livro “A Origem das Espécies”:

Se puder ser demonstrado que qualquer um órgão complexo não poderia ser formado através de inúmeras e ligeiras modificações sucessivas, a minha teoria seria totalmente desacreditada.

O flagelo da bactéria tem dezenas de peças necessária, interactivas, e inter-dependentes. Sem uma destas partes, o flagelo pára de funcionar como o eficiente motor necessário para disponibilizar mobilidade à bactéria.

A complexidade irredutível desta enorme organização de peças significa que o design final do flagelo da bactéria tem que ser construído num único passo; ele não pode ser montado através de várias gerações, a menos que as formas intermédias disponibilizem algum tipo de vantagem para a bactéria.

Se não houver algum tipo de vantagem, e em vez disso, forem deficiências limitadoras, ou pura e simplesmente adições desnecessárias, a selecção natural não irá favorecer a presença da estrutura dentro do organismo.

O motivo que leva os evolucio-animistas a rejeitar a inferência mais óbvia para a origem dos sistemas biológicos prende-se com o seu compromisso com o naturalismo. Click To Tweet

Dito de outra forma, a selecção natural não irá “seleccionar” os “intermédios” de modo a que permita adições posteriores. Estruturas eficientes e irredutivelmente complexas apontam claramente para um Designer Inteligente. O filósofo e matemático William Dembski, colocou as coisas desta forma:

Mal a inteligência é colocada fora da equação, a evolução, salienta Darwin……tem que ser gradual. Não é possível materializar novas estruturas a partir do nada por magia. Tem que haver uma via-dependência. Tem que se chegar lá através duma via gradual a partir de algo que já existe.

Os novos oficiais da nossa agência policial recebem pistolas Glock Model 21. Nós preferimos estas pistolas por um certo número de motivos, incluindo o facto delas serem construídas a partir do pequeno número de partes móveis. Consequentemente, é muito mais fácil desmontá-las e limpá-las, e é muito menos comum elas terem algum tipo mau funcionamento.

Até mesmo num nível mínimo de complexidade (quando comparadas com as outras pistolas), as inferências para o design são óbvias. A minha Glock 21 é irredutivelmente complesa; a remoção de apenas uma das peças de todo o conjunto não só irá causar a que a arma se torne imprópria, mas irá, de facto, fazer com que a arma de torne mortífera, especialmente para o oficial que tentar operar com ela.

A complexidade irredutível da arma aponta para o design inteligente do seu criador. Nenhum processo aleatório, nenhuma lei natural, nem mesmo a selecção natural, podem causar algo como a Glock 21.

De modo semelhante, uma Causa Inteligente é a explicação mais razoável para a natureza irredutivelmente complexa do flagelo da bactéria, e as explicações alternativas, que dependem de alguma combinação evolutiva da aleatoriedade, da lei natural ou da selecção natural, não são. Dembski disse:

De facto, o outro lado não foi nem capaz de imaginar uma via evolutiva, muito menos um caminho evolutivo, detalhado, passo-a-passo, totalmente articulado e testável, para o flagelo.

A inferência mais óbvia e razoável parece ser esquiva para os naturalistas que tentam explicar a aparência de design que existe nos organismos biológicos. Nenhuma explicação que aplica as leis da física e da química de “dentro da sala” do universo natural são adequadas. A aparência de design que há na biologia é mais uma evidência que demonstra a existência do Designer Divino “externo” [ao universo].

A aparência de design que há na biologia é mais uma evidência que demonstra a existência do Designer Divino externo (ao universo). Click To Tweet

O motivo que leva os evolucio-animistas [evolucionistas + animistas] a rejeitar a inferência mais óbvia para a origem dos sistemas biológicos prende-se com o seu compromisso com o naturalismo, e a sua recusa em aceitar que algum tipo de design possa surgir de “fora” do mundo natural. Para eles, a natureza é um sistemas fechado que não recebe qualquer tipo de acrescémio de informação de “fora”. Claro que isto é uma posição de fé, e não algo que possa ser de alguma forma cientificamente testado.

Como é dito com frequência neste blogue, os evolucio-animistas são livres para ter a sua fé, mas eles não são livres de qualificar a sua fé de “ciência”. E a teoria da evolução não é ciência. A teoria da evolução nada mais é que o ser humano rebelde a rejeitar as evidências deixadas por Deus, e depois a usar essa mesma rejeição como “evidência” contra Deus.

Mas Deus já havia antecipado esta rejeição quando Ele disse o seguinte em Romanos 1:20:

As evidências para a existência de Deus são notórias para quem quer ver. Click To Tweet

As evidências para a existência de Deus são notórias para quem quer ver; para quem continuar a ser ateu e/ou evolucionista, nem fogo do céu o irão convencer do que ele não quer acreditar.

J. Warner Wallace é um detetive de casos de homicído arquivadosdefensor do Cristianismo, pesquisador sênior do Colson Center for Christian Worldview, professor associado de apologética na Universidade de Biola e autor de Cristianismo Cold-Case , Cena do crime de Deus, e Fé Forense.

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