A Verdade Sobre a Páscoa: A Ressurreição é Uma Lenda Tardia?

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The Truth About Easter: Is the Resurrection A Late Legend?

Aos trinta e cinco anos, eu era um detetive cético em uma grande agência da polícia municipal no condado de Los Angeles. Eu também era um ateu comprometido. Aceitava vários fatos históricos sobre Jesus de Nazaré – que ele viveu no primeiro século, pregou sermões, foi crucificado pelos romanos e foi sepultado em um túmulo que acabou sendo encontrado vazio – mas não acreditava que esses fatos significavam que a ressurreição de Jesus era verdadeira. Eu sabia que havia várias maneiras de explicar esses fatos básicos sem ter que recorrer a uma explicação sobrenatural. Por essa razão, pensei na ressurreição de Jesus como um conto de fadas mitológico.

Eu suspeitava que os relatos do evangelho relacionados a Jesus simplesmente tivessem sido corrompidos ao longo do tempo; a história da ressurreição era pouco mais que uma lenda tardia. De fato, eu supus que as passagens da ressurreição estavam ausentes nas primeiras versões da história; que foram acrescentado mais tarde por aqueles que queriam reformular Jesus de Nazaré como Cristo, o Filho de Deus. Mas, uma vez que decidi empregar minhas habilidades de detetive para examinar as reivindicações dos autores do evangelho, minha visão da ressurreição (e das reivindicações da Páscoa) começaram a mudar. Descobri que havia várias boas razões evidenciais para rejeitar a ideia de que a ressurreição era uma adição lendária tardia à história de Jesus:

Descobri que havia várias boas razões evidenciais para rejeitar a ideia de que a ressurreição era uma adição lendária tardia à história de Jesus. Click To Tweet

As reivindicações eram antigas
Paulo notoriamente viu o Jesus ressurreto na estrada para Damasco, então escreveu sobre isso em sua carta aos crentes em Corínto. Esta carta foi escrita muito cedo na história (em meados de 50 d.C.), apenas 20 anos após a ressurreição. Paulo repetiu o mais antigo credo cristão conhecido – ou registro oral – que incluía a ressurreição como um componente-chave (1 Coríntios 15: 3-8) e disse a seus leitores que haviam centenas de testemunhas oculares da Ressurreição (ainda vivas) que poderiam ser entrevistadas (verso 6).

As reivindicações foram ensinadas
As primeiras afirmações sobre Jesus foram passadas das testemunhas oculares para seus alunos pessoais. O apóstolo João, por exemplo, ensinou o que ele observou e sabia ser verdadeiro sobre Jesus para seus alunos, Inácio e Policarpo. Eles então se tornaram líderes na Igreja após a morte de João, escrevendo suas próprias cartas para as congregações locais. Essas cartas descrevem Jesus exatamente da mesma forma que ele foi descrito pelas testemunhas oculares: nascido de uma virgem, capaz de realizar milagres e de ter ressuscitado da sepultura.

As reivindicações foram repetidas
Nos primeiros relatos da atividade dos discípulos após a ressurreição, é relatado que eles repetidamente citaram este vento como sua principal evidência para provar que Jesus era Deus. Desde os primeiros dias do movimento cristão (como registrado no Livro de Atos), as testemunhas oculares consistentemente alegaram que Jesus ressuscitou dos mortos.

Para que a ressurreição de Jesus fosse uma lenda tardia, a história teria que ser tardia e uma lenda. Não é nenhum dos dois. Click To Tweet

Para que a ressurreição de Jesus fosse uma lenda tardia, a história teria que ser tardia e uma lenda. Não é nenhum dos dois. É muito mais difícil mentir sobre algo quando as pessoas ainda estão vivas para expor o engano. Os relatos da Ressurreição foram escritos enquanto as pessoas que conheciam bem a situação ainda podiam verificar os fatos. Apesar dessa verdade, os primeiros documentos do Novo Testamento incluem a história da ressurreição, e o registro dos primeiros pais da Igreja demonstra que o relato não foi alterada com o tempo. Tudo o que você pode pensar da ressurreição de Jesus, não é uma lenda tardia. De fato, para milhões de cristãos ao redor do mundo, o relato pascal da ressurreição de Jesus ainda é a inferência mais razoável da evidência.

J. Warner Wallace é um detetive de casos de homicído arquivados, defensor do Cristianismo, pesquisador sênior do Colson Center for Christian Worldview, professor associado de apologética na Universidade de Biola e autor de Cristianismo Cold-Case , Cena do crime de Deus, e Fé Forense.

Mais artigos em português AQUI. Leia a tradução original AQUI.

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